domingo, 27 de junho de 2010

Menina Capricho

Quando eles chegaram eu já estava sentada e a alegria dos mais novos me encomodava bastante. Estava chovendo e quem em sã consciência vai curtir uma balada enquanto o mundo cai lá fora? Ou eu estou ficando velha ou locais que frequento não pedem mais identidade antes de permitir a entrada das crianças.


Ela estava com as amigas e esperavam que aqueles meninos, sempre vestidos como quem pensa que vai pegar todas, chegassem logo. Após as olhadinhas que querem dizer que eles podem chegar, elas sorriram. Eles não perceberam, mas foram puxar papo porque acharam elas bonitinhas. Era claro que tudo iria acontecer ali mesmo, eu fiquei olhando, lembrando de quando eu era elas.


Ela se fez de difícil, mas deixou que ele colocasse a mão na sua cintura. Pronto, sinal claro de que ela queria o beijo dele, ficou óbvio. Ela sabia como dizer sim, mesmo dizendo não. Ele não entendeu nada como todos eles nessa idade. Ela com certeza seguiu todos os conselhos daquela revista que leu com as amigas antes de sair para a balada e conhecer o gatinho da noite.


Ele foi devagar, a amiga não gostou do amigo chato que ficou avulso enquanto o amigo não entendia as dicas e ficava logo com menina. Eu sabia o que ia acontecer. Demorou, demorou, mas finalmente ele a beijou. Ela o beijou. Ela saiu pela direita e ele pela esquerda.


Se encontraram mais uma vez na mesma balada, nem se olharam.

Te amo?

Não dizer que ama alguém não significa que não o ama.

Sonhei de novo

Sonhei com ele de novo. Não sei o por quê, mas sempre que deixo ele de lado quando me vejo pensando em outros, ele retorna. 
Não de verdade, ele volta na mente como quem diz: -Não esquece, pois ainda estou aqui. 
Mas não está, nunca esteve! Lembra quando eu pedi que ficasse? Não, você não lembra.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tá, eu ainda quero mudar o mundo!

Com o tempo a gente acaba percebendo que as coisas mudam, hoje você pode pensar uma coisa e amanhã não vai mais pensar do mesmo jeito.

Algumas coisas permanecem, principalmente as que a gente guarda com carinho, às vezes esconde, mas no fim não nega. Tá eu confesso, eu ainda quero mudar o mundo. Quero mudar o que as pessos pensam, a forma como muitos veem o mundo, mas não quero persuadir ninguém, ao contrário, quero abrir os olhos daqueles que se negam a enxergar a realidade.

Não quero ser uma revolucionária a la Che Guevara, tampouco alienada e frustrada. Apenas quero mostrar para as pessoas, assim como você que está me lendo neste momento, que as coisas podem ser diferentes se você pensar sempre em mais de um ângulo. Explico.

Estamos acostumados o que nos é mostrado, na televisão, na internet. nos jornais em nossa vida como um todo. O que não nos tocamos é que para cada um, o ponto de vista é diferente. Aprendi entre empurrões e tampões que todos pensamos de forma diferente e não há uma maneira certa de pensar, de falar ou de agir.

E, é isso que eu quero fazer. Quero mudar o mundo de maneira que todos pensem de diversas formas. Que acreditem em várias versões ou que não acreditem em nenhuma. Que tenham a própria. Quero fazer do amanhã um dia diferente para você, quero que pense em como o outro se sente, antes de sentir qualquer coisa.

É assim que penso em mudar o mundo, aos poucos. E este é o primeiro passo.