segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tá, eu ainda quero mudar o mundo!

Com o tempo a gente acaba percebendo que as coisas mudam, hoje você pode pensar uma coisa e amanhã não vai mais pensar do mesmo jeito.

Algumas coisas permanecem, principalmente as que a gente guarda com carinho, às vezes esconde, mas no fim não nega. Tá eu confesso, eu ainda quero mudar o mundo. Quero mudar o que as pessos pensam, a forma como muitos veem o mundo, mas não quero persuadir ninguém, ao contrário, quero abrir os olhos daqueles que se negam a enxergar a realidade.

Não quero ser uma revolucionária a la Che Guevara, tampouco alienada e frustrada. Apenas quero mostrar para as pessoas, assim como você que está me lendo neste momento, que as coisas podem ser diferentes se você pensar sempre em mais de um ângulo. Explico.

Estamos acostumados o que nos é mostrado, na televisão, na internet. nos jornais em nossa vida como um todo. O que não nos tocamos é que para cada um, o ponto de vista é diferente. Aprendi entre empurrões e tampões que todos pensamos de forma diferente e não há uma maneira certa de pensar, de falar ou de agir.

E, é isso que eu quero fazer. Quero mudar o mundo de maneira que todos pensem de diversas formas. Que acreditem em várias versões ou que não acreditem em nenhuma. Que tenham a própria. Quero fazer do amanhã um dia diferente para você, quero que pense em como o outro se sente, antes de sentir qualquer coisa.

É assim que penso em mudar o mundo, aos poucos. E este é o primeiro passo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Entre tampões e óculos!

Quando nasci minha tia se assustou com o tamanho da criança que pesava 3,770kg e tinha os olhos mais azuis e arregalados que ela já vira. Uma vez que sua filha pesava pouco mais de 1,0kg. Ela me olhou e chorou. Chorou por saber que eu era muito mais bonita que sua filha. (risos)

Quando cheguei ao mundo fui surpreendida por pessoas que me olhavam assustadas. Talvez pelo tamanho, talvez pelos cabelos negros e olhos azuis. Fui crescendo e as pessoas continuaram dizendo: - Nossa como esta menina é linda! Vai dar trabalho!

Aos dois anos de idade meus pais repararam que meus olhos não eram alinhados e me levaram ao oftalmologista. Minha mãe entrou em desespero quando aquela mulher do andar de cima da clínica disse que eu com apenas dois anos teria que usar óculos.

Meus pais saíram da sala ainda assustados e foram para o andar térreo e consultaram outro médico. Ele falou a mesma coisa, mas desta vez com mais carinho, se assim posso dizer. Minha mãe aos poucos aceitou a situação e eu com dois anos achava um máximo ser chamada de piratinha. Usei um maldito tampão durante 101 dias. Um dia no olho direito no outro no esquerdo.

Depois de algum tempo. Meu primeiro óculos. Um cor de rosa ENORME, mas que eu gostava.
Desde aquele tempo até hoje muitos apelidos surgiram. Eu nunca liguei para estas coisas. Usei lentes de contato que me deram uma super infecção nas conjuntivas. Com 16 anos o oftamologista disse que eu poderia ficar sem óculos durante a maior parte do dia e que só deveria usar quando fosse ler ou assistir televisão.

Hoje, com 21 ele me disse que quando eu completar 30 anos terei que usar os malditos óculos o tempo todo. No fim, tenho mais uns 9 anos para aproveitar os olhos azuis (ou verdes) sem os óculos, nem tão enormes que existem hoje em dia.

Pensando bem, podia ser pior já pensou usar aqueles tampões por mais 101 dias. Ah não! Viva para os óculos!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Deixa pra lá

Ele entrou e agora será que vou falar com ele? Ah, não! Deixa pra lá daqui a pouco ele sai e eu fico aqui na esperança. Mas se eu não falar nada posso me arrepender depois. Ah, será que dou um "oizinho" ou mando um "smile" qualquer? Quanta dúvida.

Ah! Não!
Ele falou: "-Oi".
Será que eu respondo agora? Ou deixo ele esperando? E, se eu não responder e se ele sair? Vou dar um "oi", mas não agora. Deixa ele pensar que não dou bola.

"-Oi, tudo bem? "
Droga, perguntei se "tá" tudo bem. Agora vai pensar que eu me preocupo com ele. Eu e esse meu hábito de perguntar para os outros se"tá tudo bem". Tenho que parar com isto.

"-Tudo bem e contigo? ".
Céus ele perguntou se "tá" tudo bem. Deve ser só por educação ou será que quer saber se tá tudo bem mesmo? Mesmo depois de tanto tempo? Posso dizer a verdade e contar que as coisas só ficam bem quando falo com ele, mas respondo só o de sempre com um"tá" bem sem graça. Como pude falar um "tá" e só isto?

Será que falo mais alguma coisa? Falo que sinto falta e que queria mais um abraço daqueles que só ele pode dar. Que queria sentir o cheiro? Não fale barabaridades. Você não tem coragem. Ai não! Ele fez outra pergunta.

"-Quanto tempo que a gente não se vê. O que anda fazendo?"
E, agora? Será que conto que a única coisa que ando fazendo é pensar nele o tempo todo? Não vou asustá-lo. Vai que não sabe o que responder e sai? Hum, posso mentir e dizer que ando fazendo várias coisas, mas daí teria que explicar o quê. Ah! fico na dúvida, melhor não responder.

"- Tô saindo nos falamos outra hora."
Viu? Eu disse que ele ia sair. Não adiantava responder nada. Melhor assim. Deixa ara lá! Quem sabe na próxima conversa.

(Será que um dia crio coragem e digo tudo que eu sinto por ela? Todas as coisas que ela significa para mim? Será que ela sabe que sinto uma falta tremenda dos seus sorrisos e de suas caretas? Esquece! Ela deve "tá" em outra, nem quer me dizer o que anda fazendo. Deve temer minha reação ou nem quer que eu saiba tudo o que ela faz quando não estou por perto. Quer saber? Deixa pra lá!)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Quando se deve calar

Quando falamos demais as coisas fogem do controle. Você acaba dizendo tudo que não queria.
Desde sentimentos que deveriam permanecer escondidos até segredos íntimos demais e que podem assustar as pessoas.

Sempre pensei em calar antes de falar qualquer coisa. E, até por isso deixei muita coisa passar. Deixei de dizer o que gostaria apenas pensando em como a pessoa iria reagir. Pensava em milhões de situações. Imaginava a reação da pessoa. Gestos e lugares específicos.

E, depois de um tempo percebi que as coisas não são bem assim. Quando você diz algo, não tem como prever o que a pessoa vai pensar ou o que vai sentir, muito menos como vai reagir.

Já disse coisas que na minha mente fantasiosa poderia chocar demais, mas scredite que muitas vezes recebi apoio e sorrisos. E, quando esperava lágrimas ou sermões. Recebi abraços.

O orgulho também tem me perseguido continuamente. Algo que me permite escolher as palavras ou pensar no que sinto antes de declarar explicitamente. Hoje tento me libertar dos medos e deixar o orgulho para lá.

Não funciona sempre, mas dizer as coisas que sempre quis estão me fazendo um bem danado, mesmo me assustando tanto.