quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A comunição!

Em uma dessas conversas com os velhos amigos.

-Oi, quanto tempo?
-Verdade, faz tempo que não nos vemos. Desde a escola não?
-Pois é, o que você está fazendo da vida?
-Ah, estou fazendo Jornalismo.
-Que legal! Vai roubar o lugar da Fátima Bernardes?
-Ah, claro! (ironicamente) E, você o que conta de novo?
-Continuo trabalhando na mesma empresa.
-Que bom, faz alguns anos que você trabalha lá, não é mesmo?
- Sim, mas agora estou me especializando em outro setor.
-Eu estou procurando um estágio na área. Sabe de alguma coisa?
- Você é muito comunicativa podia tentar alguma coisa lá na empresa, que tal?
-Que bom, a empresa tem Assessoria de Imprensa, vaga para Comunicação?
- Não, mas estamos precisando de alguém comunicativo para recepção.

E, lá se foi mais um dos amigos de escola.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O cara!

Ele é o cara!

Sim, ele é doce e sempre tem um sorrisão para lhe dar. Sabe o que falar na hora certa e sempre te chama de linda quando você precisa. Ele sabe quando as coisas não vão bem e sempre repete a pergunta inicial de qualquer encontro: Você está bem de verdade?

Ele discute a novela da tarde e a luta socialista. Discute sobre música, mas não briga mais por isso. Cansou de sofrer pelas mulheres, mas não desiste do amor. Ama pelos poros e por todo o resto. Ele sofre por tudo e afirma que não.

Ele gosta de meninas morenas, mas aceita as loiras desde que não tenham o nome de uma de suas ‘”ex´s”. Dorme pensando em alguém e esse alguém nem sabe. Ele te paga caipirinhas e ainda lhe dá abraços.

É o mais guerreiro de todos. Ele é o cara que pode te deixar feliz e triste em questão de minutos. É aquele que pode não falar contigo por meses, mas que vai pensar em ti todos os dias. Perguntando-se o porquê de tudo isto.

Ele é a companhia de crises e o que te acompanha até o inferno se você precisar. É genioso, mas sempre tem um sorriso e um colo para oferecer. Tem medos e eu sei quais são. Ele tem sonhos e eu os mesmos.

Ele é triste, rancoroso, orgulhoso e chato. Ele é carência, sorriso e poesia. Ele é companheiro de estrada e de futuro. Hoje ele é solidão, mas isto não é problema. Sou a esperança eterna de uma solidão acompanhada.

Coisas que andei pensando (...)

Hoje eu olhei para trás e vi tudo que já fiz na vida. Já fiz ballet, já nadei e fiquei com ombros largos, já joguei vôlei e fiquei com músculos enormes. Já sonhei e acordei no mundo real. Já quis ser alguém que não era. Já sorri querendo chorar e já disse adeus querendo mais um beijo.

Ontem, eu sonhava em ser feliz e seguir o caminho certo. Hoje eu quero errar mais, chorar mais, sofrer mais. Hoje eu quero ser eu mesmo e saber que nem tudo vai dar certo. Quero olhar para mim amanhã e rir. Quero achar engraçada a vida que eu levo hoje e quero ter muitas coisas para contar aos meus netos.

Quero encontrar os amigos e dar gargalhadas das nossas trapalhadas e das besteiras que já fizemos um dia. Quero ser menos responsável do que sou. Quero ter mais quinze do que vinte anos.

Imaginando uma vida nova!

Tudo começa com um blog novo, um dia melhor e um olhar diferente. Espero que as coisas mudem e que tudo se realize. Mais um experimento que a vida me oferece e eu espero conquistar.
Pensamentos e impressões de alguém que tem muita paciência para observar.

ODEIO!

Eu odeio colocar pijama quando estou com sono e odeio escovar os dentes antes de dormir, pois isto me deixa acordada. Odeio os tons de rosa e o cheiro das flores que sempre me causam espirros. Odeio roupas amarelas e ainda mais as cheias de estampas psicodélicas.

Odeio papos de ônibus que não levam a nada. Odeio conversas sérias e sermões. Odeio pessoas fúteis e sorrisos falsos. Odeio quem não entende minhas ironias e quem me olha com ar de superioridade.

Odeio cheiros fortes e odeio ter rinite. Odeio professores frustrados e jornalistas sensacionalistas. Odeio as pessoas que comentam sobre novelas e noticias velhas. Odeio quem assiste filmes novos só porque todo mundo já assistiu.

Odeio músicas novas e bandinhas da “moda”. Odeio cumprimentar as pessoas quando tem muita gente. Odeio revistas de fofoca. Odeio dias nublados. Odeio que mexam no meu cabelo. Odeio elogios, pois não sei lidar com eles.

Odeio pessoas ‘amáveis’ e as que dizem amar a todos. Odeio pessoas que aceitam críticas nada construtivas e odeio as pessoas que se calam diante daquelas que pensam ser mais que as outras.

Odeio pagode e música sertaneja. Odeio cortinas e enfeites de mesa. Odeio azeitona e salada de cebola. Odeio mel, pois me traz lembranças tristes. Odeio as minhas lembranças que tanto quero esquecer, mas que nunca saem de mim.

Odeio amar quem não sabe e odeio não amar as que me amam de verdade. Odeio várias coisas que faço e odeio ainda mais o que os outros fazem comigo. Odeio ser quem não quero e odeio não conseguir ser quem quero

Ridicularidades!

A palavra que encontrei para descrever esse momento é meramente: RIDÍCULO.

Ridículo é saber que uma pessoa simplesmente não faz mais parte da sua vida e talvez nunca mais o faça e você mesmo assim querer saber tudo sobre ela. Ridículo é colocar o seu melhor vestido, seu melhor sorriso e seu melhor humor para alguém que talvez nem ao menos note isso. Ridículo é esperar que essa pessoa note. É sonhar com esta pessoa e querer que ela também sonhe contigo, mesmo sabendo que isso não acontecerá.
(…)

Ridículo é se entregar a uma pessoa querendo que “outra” pessoa se entregue a você. Ridículo é movimentar-se cuidadosamente só pra ver se aquele alguém está te olhando. Controlar cada sorriso, cada movimento e até mesmo a respiração em busca de um simples olhar. Ridículo é querer ser amada, querida por alguém que você sabe que não vale a pena. Ridículo é estar com a pessoa “que vale a pena” e querer estar sempre com a pessoa “que não vale tão a pena assim”. Ridículo é escrever este texto pra alguém que nunca irá ler. Ridículo são momentos como estes. Quando as lágrimas não permitem esconder os sentimentos.

Texto de gaveta

Desta vez eu te procurei, mas você simplesmente não estava por perto como sempre esteve mesmo nos momentos mais entediastes e nos mais ríspidos. Quem sabe tenha novas aventuras, novas descobertas, talvez novos amores. Afinal, todos merecem esquecer a “velha vida” e recomeçar com uma novinha em folha.

Apagar o passado e olhar para frente. Não sei descrever ao certo o que senti, mas sei o que você sentiu antes de tomar a atitude mais certa.

Provavelmente acordou naquele dia e relembrou os anos anteriores onde nem sequer um oi recebeu da primeira pessoa que amou na vida. Pensou nas pessoas que estariam com “ela” e disse a si mesmo que não gostaria de passar pela situação novamente.

Fez bem. Deveria ter feito isso antes, mas a coragem não suportou a vontade de vê-la e o simples desejo de olhar nos olhos mais brilhantes que já viu. Pensou em inventar boas desculpas, mas simplesmente reafirmou a verdade dentro de si e disse que não queria mais sofrer por isso.

Continuou esperando pela conversa de verdade e não somente pelas juras. Queria vê-la novamente, mas teve medo, de novo. E, descobriu que continuava fazendo promessas que não cumpria e que maquiava o sentimento mais verdadeiro e inocente que um dia sentiu por alguém.
Descobriu que sentiu saudade desde o momento em que se despediu sem dizer tchau com o seu melhor sorriso e com os olhos marejados. Sentiu vontade de não largar a mão suada pelo nervosismo, mas quis ir embora com vontade de ficar.

A paixão

Sempre me apaixono pelas pessoas e depois de certo tempo, elas vão perdendo a graça. Mas não é uma paixão correspondida ou essas em que você sabe que a pessoa [re]conhece o sentimento envolvido. Já me apaixonei por pessoas que vi apenas uma vez na vida e confesso sentir falta. Apaixono-me por algumas várias vezes. Estas pessoas não são parecidas, nem gostam das mesmas coisas. São apenas apaixonáveis.

É estranho, mas verdade.

A paixão que estou dizendo não é daquelas que você deseja a pessoa ou quer muito estar com ela. Minha paixão é aquela não correspondida e que não deseja ser. Simplesmente faz com que meus olhos brilhem só por saber que a pessoa está ali, parada sem desconfiar do sentimento e do frio na barriga que ela me proporciona.

Isso acontece quando encontro um oposto de mim. Ou, alguém que me completa mesmo não sabendo o motivo. Não me apaixono pelo sexo, beleza física ou pelas roupas que vestem. Apaixono-me pela beleza exótica e pela maneira de falar palavras com sotaque, pelo jeito que mexem em seus cabelos ou como se expressam com as palavras.

Apaixono-me constantemente por compositores, professores, desconhecidos, adultos rancorosos, por pessoas na rua, por pessoas que conheço há anos e pelas que acabo de conhecer.

Apaixono-me por pessoas, mas não as desejo. Apenas gostaria de passar mais tempo com elas. Espero que um dia elas apaixonem-se por alguém e sintam a mesma coisa que sinto por elas. Não desejo que as pessoas apaixonem-se por mim.Apaixonar-se é muito mais prazeroso que ser “apaixonante”. É como se conhecesse as pessoas um pouquinho mais. Parasse um tempo para observar as coisas boas que as pessoas demonstram, mas que ninguém repara. As minhas paixões não são físicas, muito menos há algum interesse nelas, pois assim como vêem, vão embora.

E, as pessoas passam e nunca mais voltam. As minhas paixões são assim, um dia aparecem e de repente somem sem esforço. Sem motivo, apenas saem da minha vida e não dizem para onde vão. Apenas desapaixono-me por essas pessoas e são sei o porquê.

Mas o importante é sentir o prazer que é apaixonar-se.

Minhas pessoas

Existem fases que garantem as pessoas um pouco mais de “estranheza” se assim posso dizer.

Existem pessoas que nos fazem sentir um frio na barriga inesquecível, na maioria das vezes somem com uma parte de nós e quando reaparecem temos a sensação que aquele pedacinho que era nosso está ali. Diante de nossos olhos. E que aquele pedacinho faz falta.

Temos total certeza que essa pessoa vai sumir de novo com mais um pedacinho nosso, mas é irresistível não tentar de novo. Não sofrer de novo. Não fazer doer de novo. Arriscar-se ainda é a melhor saída para não correr o risco que essa pessoa nunca mais apareça e o nosso pedacinho se perca.
Mas arriscar-se quando se está só é uma coisa, quando alguém ainda te ama é outra. Arriscar-se é viver de novo como se nunca tivesse vivido. É simplesmente reconhecer que existe um pedacinho do outro que quando foi embora ficou dentro de nós.

É saber que muitas pessoas vão embora com vários pedacinhos e que eles fazem um falta danada. É saber que quando elas retornam as coisas mudam, as borboletas passeiam pelo estômago e não contemos o sorriso.

Pessoas que levam nossos pedacinhos são misteriosas. Nunca sabemos se elas voltarão para devolver aquilo que de uma maneira ou de outra “roubaram”.

“Espero que o tempo voe e que você retorne para que eu possa te abraçar e te beijar de novo (…)” N - Nando Reis

Miss you

Oi,
Eu só vim pra dizer que o tempo passa e as coisas mudam. Sim, elas sempre mudam. Algumas mais rápidas que o normal outras nem tanto. Faz tempo que as coisas passam e eu nem ao menos noto. Deve ser a correria. A preguiça ou a falta de atenção nas pessoas que eu amo.

Talvez por acreditar que elas nunca irão sair de perto. Pensar que elas sempre estarão ali, me esperando. Esperando um telefonema, um e-mail ou simplesmente um sorriso.Saudade é olhar pra trás e ver que tudo passou e eu não percebi. Perdi tanta coisa que queria ver, ouvir e comentar. Nem que fossem apenas gargalhadas.

Hoje o dia foi melancólico. Revirei fotolog´s e afins, mas só encontrei a saudade. Saudade até da minha bochecha que já foi maior. Saudade dos amigos que já foram mais amigos ou pelo menos mais próximos do que são hoje. Saudade de ser quem eu era.
Saudade de você, de mim e “deles”.